Fujifilm X-T1: evoluindo a fotografia digital até aos bons velhos tempos

Celebração

Apesar de eu gostar muito de câmaras e de lentes não faço reviews de material fotográfico porque considero que não são as câmaras ou especificações técnicas que definem a qualidade das fotografias mas sim o fotógrafo.

Mas este início de 2014 é causa para celebração para mim e eu não quis deixar de fazer um post sobre isso. A intuitividade e a facilidade de utilização de uma câmara digital tem eludido todos os fabricantes de câmaras fotográficas digitais desde há quase duas décadas, mas já tinha sido afinal conhecida por esses grandes mesmos fabricantes no passado. Celebro neste post o poder finalmente utilizar uma câmara fotográfica digital com a mesma nostalgia, respeito e planeamento que teria se estivesse a utilizar uma câmara fotográfica analógica.

Bons velhos tempos

As minhas câmaras fotográficas favoritas são analógicas dos anos 70 e 80 como a Canon AE1 ou A1 com as excelentes lentes ‘prime’ Canon FD ou a Nikon FM2 com as excelentes lentes ‘prime’ Nikon F. Outros fabricantes também tiveram excelentes câmaras, entre as quais a Olympus, a Fujifilm Fujica, até ao expoente máximo da Leica. Estas câmaras e lentes manuais eram pequenas e relativamente leves permitindo obter excelentes resultados quando utilizadas com o filme analógico correcto para cada situação.

Canon-a1-top-webCanon A1, a minha máquina preferida desde sempre

Fujifilm_Fujica_AX-1_35mm_film_SLRFujica AX-1, uma excelente câmara analógica da Fuji.

Os comentários saudosistas são comuns, e a Canon A-1 ou Nikon FM-2 têm motivado alguns. O que me apaixonava nestas máquinas é o poder escolher ISO, velocidade de obturador e compensação de exposição com selectores no corpo, e a abertura do diafragma com um anel na lente.

Excelentes câmaras digitais e fotógrafos burros de carga

Quando a Canon, a Nikon e restantes fabricantes entraram no mundo digital criaram câmaras digitais com muitas funções acessíveis por menús confusos e intermináveis geraram uma experiência pouco intuitiva. Neste processo perderam algo da essência do que é uma câmara fotográfica. O problema das câmaras fotográficas digitais é terem sido criadas como computadores que capturam imagens digitais e não como câmaras fotográficas que fazem fotografias.

Anos e anos de evolução tecnológica nas câmaras digitais trouxe-nos de facto algo bom, hoje é já possível reproduzir mais detalhe na fotografia digital que a maior parte dos filmes analógicos de 35mm alguma vez conseguiu (algo talvez similar ao 25ASA em slide) e isto em sensores ‘APS-C’. Acima disso ainda existem câmaras digitais com sensores ‘Full Frame’ de 36MPix. A questão é que a qualidade técnica não é tudo e câmaras enormes e pesadas com lentes grandes e ainda mais pesadas nunca serão práticas de utilizar pelos fotógrafos.

Muitos fotógrafos aprenderam a conseguir bons resultados utilizando estes pesados computadores com baterias e sensores de captura da luz. E assim um mantra foi criado: para obter fotografia digital com qualidade é preciso grandes câmaras Reflex DSLR e lentes grandes e pesadas. Isto tornou-se o dogma do marketing nos fabricantes e assim conseguiram influenciar os “desejos” dos consumidores.

A revolta das dores de costas

Em 2008 foi apresentado pela Panasonic e pela Olympus o primeiro sistema de câmara digital que contradizia o dogma da qualidade só com grandes DSLRs. A câmara digital Panasonic Lumix DMC-G1 tal como a Olympus E-P5 que foi apresentada pouco depois eram pequenas e leves porque possuíam um sensor digital de um tamanho menor que as DSLR a que chamaram ‘Micro Four Thirds’.

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Panasonic Lumix DMC-G1, a primeira ‘Micro Four Thirds’OLYMPUS DIGITAL CAMERAOlympus E-P5, apresentada pouco depois, mas muito mais pequena e com um design retro

O sensor no sistema ‘Micro Four Thirds’ era um pouco mais pequeno que o ‘APS-C’ mas estas câmaras e as respectivas lentes conseguiam ser mais pequenas e leves, mantendo as vantagens principais das DSLRs como as lentes intermutáveis e terem uma boa qualidade de imagem.

Estas câmaras digitais removeram o espelho e o prisma do sistema Reflex de modo a reduzirem a distância entre a lente e o sensor, e assim, o tamanho de todo o sistema da câmara digital. Este segmento ficou conhecido como Mirrorless (sem espelho). Em 2010 foi a vez da Sony lançar a sua linha NEX com câmaras digitais sem espelho que eram ainda mais pequenas mas com um sensor ‘APS-C’ que garantia uma qualidade igual às Câmaras digitais Reflex DSLR de entrada e média gama.

Estes fabricantes apesar de garantirem qualidade com menos tamanho e peso mantiveram um grande erro partilhado com as Reflex DSLRs, ao continuarem a ser, essencialmente, computadores que capturavam imagens digitais em vez de câmaras fotográficas para fazer fotografias.

E então entra finalmente a Fujifilm

A Fujifilm surpreendeu o mundo da fotografia digital em 2012 ao lançar uma câmara de topo de gama de um sistema totalmente novo a que chamaram Fujifilm X. A câmara X-Pro1 tinha um sensor totalmente novo de tamanho ‘APS-C’ mas com uma tecnologia criada pela Fujifilm a que chamaram X-Trans.

A maravilha deste novo sensor foi ter sido criado especificamente para resolver o facto do ruído digital ser muito desagradável e nada ter a ver com a beleza do grão do filme analógico – um dos defeitos mais apontados pelos fotógrafos aos sensores de fotografia digital. Com o conhecimento que a Fujifilm tinha em produzir filmes analógicos, criou o sensor X-Trans com uma distribuição de filtro de cores radicalmente diferente do sensor Bayer e que mais facilmente permite simular tanto o grão como as cores dos seus filmes analógicos mais apreciados.

Fujifilm X-Trans sensor explained v1Explicação mais detalhada do Sensor X-Trans (aqui: http://fujifilm-x.com/x-pro1/en/about/sensor/)

Outra das grandes críticas dos fotógrafos às câmaras digitais era o facto de estas serem pouco práticas e terem demasiadas configurações importantes que estão escondidas em menús complexos e longos ou por detrás de botões com uma série de funções não importantes. Para endereçar esta preocupação a X-Pro1 não vinha com ‘Mode Dial’ mas sim com os controlos para a velocidade de disparo e da compensação à exposição no corpo da câmara e com um anel na própria lente para o controlo da abertura da lente. Tal e qual como nos bons velhos tempos das máquinas analógicas totalmente manuais.

Nenhum fabricante de câmaras fotográficas digitais tinha apresentado algo antes tão expressamente “antigo” ou retro a nível funcional, e foi a Fujifilm com o lançamento da X-Pro1 em 2012 que iniciou a onda funcionalmente retro nas câmaras digitais.

cam-lens-group

A X-Pro1, com o seu novo sensor X-Trans consegue obter resultados de qualidade profissional numa câmara fotográfica digital mais pequena e mais leve que a maioria das câmaras Reflex DSLR e foi lançada sem lentes de kit, sem lentes zoom e tendo apenas disponíveis 3 lentes ‘prime’ com distâncias focais de 18mm, 35mm e 60mm no lançamento. Foi um modo radicalmente novo de abordar o mercado das câmaras fotográficas digitais.

Esta abordagem, apesar de responder aos desejos de muitos fotógrafos, trouxe alguns problemas grandes à Fujifilm:

  • O sistema Fujifilm X era completamente novo pelo que não havia nenhum software de processamento de RAWs capaz de descodificar a grande qualidade dos RAWs gerados por este novo tipo de sensor (isto demorou cerca de 1 ano a ser amplamente resolvido pelos fabricantes de software como a Adobe, Apple, Iridient, etc).
  • Apesar das três lentes fixas disponíveis cobrirem distâncias focais muto utilizadas eram uma selecção muito limitada de lentes (também já amplamente resolvida com uma oferta que inclui hoje 9 lentes ‘prime’ e 5 lentes zoom com estabilização e mais lentes continuam a ser adicionadas ao sistema).
  • A câmara e as lentes eram caras comparadas com as DSLRs de entrada de gama, não caras ao nível da Leica, nem sequer ao nível das ofertas de ‘Full Frame’ 35mm mas caras quando comparadas com outras propostas com sensores ‘APS-C’.

Seguindo uma filosofia diferente de abordar as câmaras fotográficas digitais, considerada pela Fuji mais próxima do fotógrafo e do acto fotográfico, a Fujifilm deu um grande passo na direcção certa ao abordar a questão dos controles das câmaras fotográficas digitais (recebendo inspiração das câmaras fotográficas analógicas antigas) e dos resultados do sensor digital serem parecidos com os seus filmes analógicos. No entanto a batalha para entrar no mercado e obter uma taxa de penetração rentável é muito dura e longa por se tratar de um mercado com concorrentes muito fortes.

Sendo uma companhia que acredita na visão interna, a Fujifilm persistiu o investimento no sistema Fuji X apesar da baixa penetração no mercado, e lançou câmaras digitais mais baratas como a XE-1 (posicionada abaixo da X-Pro1), a XA-1, a X-M1 e mais lentes. Já no final de 2013 substituiu a XE-1 pela XE-2 à qual adicionou algumas características interessantes como Wi-Fi, melhorias na velocidade de processamento e de focagem, entre outras.

As lentes são essenciais para o sucesso de um novo sistema de câmara digital

Desde o lançamento do sistema X há 2 anos a Fuji adicionou mais 6 lentes ( 3 ‘prime’ e 3 ‘zoom’) da linha XF com anel para controle da abertura e mais 3 lentes (1 ‘prime’ e 2 ‘zoom’) da linha XC sem anel para controle da abertura mas com preços de entrada de gama. O ritmo de lançamento de novos produtos para a linha X foi incrível tendo em conta que se trata de uma pequena empresa com uma taxa de penetração muito pequena no mercado. A Sony, por exemplo, com uma base de clientes muito superior e em 4 anos (desde que lançou a primeira NEX) não conseguiu lançar nem sequer metade do número de lentes que a Fujifilm lançou nestes 2 anos.

As lentes da Fujifilm da linha R (com anel para controle da abertura) são todas de extrema qualidade e, quando me refiro a qualidade, quero dizer qualidade Leica tanto na construção como na óptica em resolução, em beleza e suavidade do fora de foco, etc. Como a qualidade regra geral é paga, estas lentes são mais caras que as lentes típicas não profissionais para as DSLR, mas se comparadas com os preços das lentes Leica estas são extremamente baratas, conseguem níveis de qualidade equivalentes e ainda possuem auto-focus em todas e estabilização nas lentes de zoom.

Actualmente os clientes de câmaras Fuji X possuem uma boa selecção de lentes ‘prime’ disponível:

  • Zeiss ‘Touit 12mm f/2.8 R’ (R significa com anel de controle da Abertura)
  • Fujifilm ‘XF 14mm f/2.8 R’
  • Fujifilm ‘XF 18mm f/2.0 R’ (a com menor qualidade de todas as fixas R mas ainda assim muito muito boa)
  • Fujifilm ‘XF 23mm f/1.4 R’
  • Fujifilm ‘XF 27mm f/2.8 pancake’ (Sem anel de controle da Abertura, menor qualidade de todas as fixas mas ainda é uma boa lente)
  • Zeiss ‘Touit 32mm f/1.8 R’
  • Fujifilm ‘XF 35mm f/1.4 R’
  • Fujifilm ‘XF 56mm f/1.2 R’ (disponível a partir de Fev 2014)
  • Fujifilm ‘XF 60mm f/2.4 R Macro’ (a mais lenta de todas as lentes em auto-focus)

Um também uma boa selecção de lentes zoom disponível (embora nesta lista coloco apenas as lentes com anel para controle de abertura):

  • Fujifilm ‘XF 10-24mm f/4.0 R OIS’ (OIS significa com estabilização óptica – disponível Fev 2014)
  • Fujifilm ‘XF 18-55mm f/2.8-4 R LM OIS’ (LM significa silent linear motors para auto-focus – ideal para video)
  • Fujifilm ‘XF 55-200mm f/3.5-4.8 R LM OIS’

Fujifilm_X_Lenses_lineup_beginning2014_Part1

Fujifilm_X_Lenses_lineup_beginning2014_Part2

Durante este ano de 2014 o roadmap de lançamento inclui novas lentes zoom de alta qualidade e com protecção à chuva e poeiras (ideais para utilizar com a X-T1 em situações atmosféricas adversas):

  • Fujifilm ‘XF 18-135mm f/3.5-5.6 R LM OIS WR’ (WR significa Weather Resistant)
  • Fujifilm ‘XF 16-55 f/2.8 R LM OIS WR’ (lente com abertura f/2.8 constante em todas as distâncias focais)
  • Fujifilm ‘XF 50-140mm f/2.8 R LM OIS WR’ (lente com abertura f/2.8 constante em todas as distâncias focais)

105997_mini_5obiektywowAs lentes Fujifilm a sair em 2014: ‘XF 56mm f1.2 R’ (disponível), ‘XF 10-24mm f/4.0 R OIS’ (Maio 2014), ‘XF 18-135mm f/3.5-5.6 R OIS WR’ (Setembro 2014), ‘XF 16-55mm f/2.8 R OIS WR’ (final 2014), ‘XF 50-140mm f/2.8 R OIS WR’ (final 2014)

O roadmap de lentes continuará a crescer após 2014.

Fujifilm_Fujinon_X_Lens_roadmap

Com esta ampla oferta de lentes a Fuji possui um sistema cada vez mais completo estando pronta a enfrentar os grandes fabricantes com um sistema com muita oferta e elevada qualidade.

Fujifilm_X-T1_Camera_and_lenses

O lucro nunca deve ser o mais importante numa empresa

A persistência em se manter no mercado, apesar de não estar a vender muito, evoluindo a linha Fuji X porque acreditam na visão do produto, é a marca de todos os grandes vencedores nas áreas tecnológicas. A Forbes recentemente disse que a Fujifilm é a Apple dos fabricantes de câmaras fotográficas digitais por causa disso e pela capacidade de inovação. Mas apesar de tudo isto e apesar das suas câmaras obterem uma alta qualidade de resultados consistente, a Fujifilm sabia que ainda precisava de um trunfo para capturar o olho dos fotógrafos numa escala muito maior.

Portanto é neste contexto que a Fuji chega ao início do ano de 2014 e apresenta a X-T1 que considera ser a arma com que vai enfrentar os grandes fabricantes num mercado renhido. Depois da aprendizagem dos últimos 2 anos a Fujifilm tem finalmente a câmara digital ‘Canon A1’ a que chamou Fujifilm XT-1. Aqui está ela.

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Vários reviewers têm afirmado recentemente que a X-T1 consegue com sucesso fazer o que a Nikon quis fazer com a sua Nikon Df mas não conseguiu, quanto à Canon… onde está a presença da Canon neste segmento?

Mas isto não impediu a Fujifilm de continuar a fazer updates à firmware das suas câmaras anteriores, tendo inclusivé actualizado recentemente a taxa de refrescamento do EVF da X-E2 para ser igual ao EVF da X-T1. Incrível!!! Mas todas as câmaras continuam a receber novas funcionalidades e melhorias na velocidade de funcionamento e de focagem.

Portanto, porque é a Fujifilm X-T1 tão especial afinal?

Bem, comecemos porque, para muitos fotógrafos saudosistas das câmaras analógicas antigas como eu, é possível pela primeira vez utilizar uma câmara fotográfica digital tal e qual como as câmaras fotográficas analógicas antigas.

Continuando porque a Fujifilm não optou por seguir a guerra dos MPixeis e do tamanho do sensor mas sim os desejos expressos pelos fotógrafos profissionais. Na Fujifilm X-T1 ainda estamos perante um sensor X-Trans com 16 Mpix e ainda é tamanho ‘APS-C’. Sabemos que a Fujifilm eventualmente aumentará a definição do sensor algures no futuro mas o que a Fujifilm X-T1 pretende conseguir hoje é da facilidade de utilização e o prazer no acto de fotografar ao endereçar as necessidades e os desejos dos fotógrafos que a Fuji aprendeu em conversas com muitos fotógrafos profissionais. Um fotógrafo profissional não quer saber de ‘Mode Dials’ cheios de modos automáticos para isto e para aquilo portanto as câmaras Fujifilm X, incluíndo a X-T1, não possuem ‘Mode Dials’ (excepto as compactas Fuji X-M1 e X-A1 de entrada de gama).

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Um fotógrafo preocupa-se com o ISO do sensor, a velocidade de disparo do obturador na câmara, a abertura do diafragma da lente, a compensação da exposição, o modo de medição da luz, o modo do sistema de foco e o modo de disparo (single, continuous, etc) e não muito mais. Estas são todas opções técnicas que permitem ao fotógrafo criar a estética e o sentimento que pretende em cada foto portanto estas são as funções que um fotógrafo precisa ter acessíveis directamente e intuitivamente numa câmara digital. Isso e ter um sistema que garanta qualidade consistente de imagem, seja razoavelmente pequeno e leve tanto na câmara como nas lentes, tenha uma boa resistência às condições atmosféricas adversas e a batidas e quedas. Os fotógrafos também querem uma boa selecção de lentes entre as quais escolher.

As câmaras da Fujifilm como a X-Pro1, a X-E1 e a X-E2 têm sido uma boa resposta aos desejos indicados por fotógrafos profissionais, principalmente pelo lançamento frequente de upgrades de firmware que têm trazido muitas e notórias melhorias a todas as câmaras da Fuji X. Mas é a X-T1 a primeira câmara Fuji a endereçar praticamente todas as principais necessidades de um fotógrafo através da qualidade das imagens que captura e da intuitividade dos comandos que disponibiliza directamente ao fotógrafo. Isso é o que a Fuji espera que faça da X-T1 uma câmara com muito sucesso de vendas e que venha a ser lembrada no futuro como são ainda hoje lembradas câmaras como a Canon A1 e a Nikon FM2.

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Focagem manual anos luz á frente de qualquer Reflex DSLR

Se um fotógrafo prefere focagem manual então as câmaras mirrorless são muito melhor opção que as DSLRs. Nas mirrorless existem várias opções de assistência à focagem manual que tornam a experiência em intuitiva e um prazer e que permitem facilmente obter resultados perfeitamente controlados ao desejo do fotógrafo. A facilidade em fazer focagem manual é provavelmente uma das maiores vantagens que as câmaras Mirrorless possuem sobre as câmaras Reflex DSLR.

As DSLRs não têm capacidade de ajudar na focagem manual pelo visor óptico (Viewfinder OVF). Para ajudar na focagem manual precisam recorrer a um modo chamado LiveView que só funciona no LCD (OVF não apresenta a imagem do LiveView).

Nas câmaras digitais mirrorless o modo natural de funcionamento é o LiveView mas este funciona tanto no LCD como no visor electrónico (Viewfinder EVF) e os modos de assistência à focagem manual nas Mirrorless são, por natureza, mais e melhores que nas DSLRs. Praticamente todas as Mirrorless utilizam um modo de assistência chamado Focus Peaking em que os elementos focados na imagem são apresentados com um brilho à sua volta de uma determinada cor. Nas imagens em baixo apresentam-se dois exemplos de Focus peaking com Sony NEX.

Sony_E_Focus_Peakin_Adobe_Photoshop-9a25503bdde5e108 Sony_E_Focus_Peakin_Adobe_Photoshop-2

A implementação da Fuji X ainda só permite com branco mas isso vai ser melhorado numa próxima firmware. Na realidade creio que a X-T1 vem já com várias cores como opção.

Fujifilm_X_Focus_Peakin_Adobe_Photoshop-3

Nas câmaras Fujifilm X existe ainda um outro modo de assistência à focagem manual chamado ‘Digital Split Image’ em que é mostrado a Preto e Branco um pouco da imagem com linhas que separam as partes no local de foco. Quando o objecto está fora de foco aparece como cortado pela linha, quando está em foco aparece todo junto. O objectivo é mostrar o que os excelentes OVFs de algumas câmaras fotográficas analógicas apresentavam para ajudar na focagem manual. A imagem mostra o que é apresentado no OVF da maravilhosa Canon A1 dos anos 70.

Fujifilm_analogue_Split Image shownCanon A1: Split Image no Viewfinder óptico

A implementação da Fujifilm nas suas câmaras X deste modo ainda tem muito que melhorar pois por vezes é pouco perceptível mas as imagens em baixo mostram dois exemplos de desfocado/focado.

Fujifilm_x100s_digital split imaging focusing explained estiasisFujifilm X-100s: Digital Split Image

Fujifilm_X100s_Split Image Finder-BFujifilm X-E2: Digital Split Image

A Fujifilm X-T1 melhora para além do já anteriormente possível com o seu excelente EVF que permite uma visualização mais confortável e traz um novo modo de focagem manual Dual que apresenta à esquerda todo o enquadramento e do lado direito a imagem aumentada no local a ser focado com o modo de assistência escolhido (os modos de assistência disponíveis podem ser facilmente mudados com o botão de Focus asssist).

Fujifilm_X-T1_Dual_digital-split-image manual focusFujifilm X-T1: modo Dual para focagem manual no EVF ou LCD

O Viewfinder Electrónico EVF da Fujifilm XT-1 é o melhor da sua classe. Tive a oportunidade de ter a X-T1 na minha mão durante um minuto e olhar pelo viewfinder é uma experiência que surpreende pela positiva, mesmo quando já ouviste várias pessoas dizer que é o melhor que já viram. Nada nos prepara para a experiência de quão bom é este viewfinder, tem de ser visto para se acreditar.

Pode-se ver aqui uma explicação detalhada do Viewfinder: ( aqui :  http://www.fujifilm.com/products/digital_cameras/x/fujifilm_x_t1/features/).

Adaptadores: Lentes de outros fabricantes nas câmaras Mirrorless como as Fuji X

A focagem manual pode ser utilizada com as lentes originais do sistema Fujifilm X mas também pode ser utilizada com lentes manuais antigas de outros fabricantes. Essas lentes são geralmente leves, baratas e de excelente qualidade (lentes Leica nunca são baratas).

Uma das grandes vantagens das mirrorless sobre as DSLRs é poderem, com adaptadores específicos, utilizar lentes de qualquer outro fabricante de lentes. A Fujifilm vende como acessório um adaptador para lentes Leica M mas existem adaptadores de outros fabricantes como a Metabones (aqui: http://www.metabones.com/) para variados sistemas de lentes antigas e manuais como Canon FD mas até para sistemas modernos com focagem automática como as lentes Canon EF.

É possível encontrar adaptadores para as câmaras mirrorless poderem utilizar lentes Canon FD, Canon EF, Nikon F, Nikon G, Leica R, Leica M, Contarex, Contax G, Contax Yashica, Minolta MD, Sony A, etc. Quanto mais clientes possui um sistema de câmara mirrorless mais adaptadores existem.

Fujifilm_X-E1_Using_Legacy_Lenses_01

Podem ver nestes links artigos interessantes sobre este tema ( http://admiringlight.com/blog/using-old-manual-focus-lenses-on-mirrorless-cameras/ e http://the-fotographer.blogspot.it/2013/12/a-guide-to-using-old-manual-focus.html ).

Metabones Speedbooster: um adaptador muito especial para utilizar lentes antigas ‘Full Frame’ em câmaras mirrorless ‘APS-C’

Para todos estes sistemas de lentes (excepto para Leica M) ainda existe a possibilidade de utilizar um tipo de adaptador muito especial inventado pela MetaBones no final de 2012 chamado Speedbooster. Este adaptador permite que uma câmara digital mirrorless com sensor de tamanho ‘APS-C’ possa utilizar lentes ‘Full Frame’ de outro fabricante como se essas lentes estivessem a ser utilizadas em uma câmara digital com sensor de tamanho ‘Full Frame’.

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Na imagem em baixo vemos uma Sony NEX7 com um SpeedBooster sem lente. Ao olhar pela lente do SpeedBooster o tamanho do sensor da NEX7 parece ser ‘Full Frame’. Deste modo toda a luz capturada em todo a óptica ‘Full Frame’ da lente colocada no Adaptador é aproveitada para o sensor que dentro da câmara continua a ser obviamente ‘APS-C’.

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Isto traz várias vantagens inesperadas, melhora a qualidade óptica da lente no centro porque, ao ser utilizado mais diâmetro de vidro para a imagem, os defeitos do vidro passam a ter uma influência mais pequena nos pixeis, ganha-se um stop de entrada de luz relativamente ao máximo da lente, pois toda a luz capturada por toda a óptica da lente ‘Full Frame’ é encaminhada para um sensor ‘APS-C’ – sim, é verdade: uma lente com abertura f/4.0 passa a ter uma entrada de luz equivalente a f/2.8, uma f/2.8 passa a ser f/2.0 e por aí em diante -, e a distância focal da lente volta a ser praticamente a mesma que se fosse utilizada em câmaras ‘Full Frame’.

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Essencialmente, com este adaptador, aproveitam-se as lentes ‘Full Frame’ ao máximo em câmaras com sensor ‘APS-C’ pela primeira vez na história da fotografia digital. E ganha-se detalhe no centro e um stop de luz extra. O ganho de um stop de entrada de luz aproxima leva a profundidade de campo conseguida para muito perto do que se conseguiria com essa mesma lente em câmaras digitais ‘Full Frame’. Aquilo que o SpeedBooster apregoa fazer parece magia mas é bem real e funciona bastante bem mas funciona apenas em câmaras digitais mirrorless com sensor ‘APS-C’. As câmaras digitais Reflex DSLR com sensor ‘APS-C’ estão de fora pois a distância das lentes ao sensor é demasiado grande para poder ser colocado este adaptador entre a lente e a câmara digital.

Mas fica mesmo como se fosse uma câmara ‘Full Frame’?

Quase, mas não bem. Nas câmara Fujifilm X que possuem um sensor X-Trans de tamanho ‘APS-C’ existe um factor de multiplicação 1.5x para a distância focal indicada nas lentes que deriva do facto do tamanho do sensor ser 1.5x menor que um sensor ‘Full Frame’ de 35mm. Quando as lentes ‘Full Frame’ são utilizadas em câmaras com sensor ‘Full Frame’ esse factor de multiplicação é 1x, ou seja, não existe multiplicação. Com este adaptador qualquer mirrorless com sensor ‘APS-C’ transforma o seu factor de multiplicação de 1.5x para apenas 1.06x, ou seja, quase o 1x das câmaras digitais ‘Full Frame’.

Na imagem em baixo vemos uma lente Canon FD 35mm f/2.0 num adaptador SpeedBooster para câmaras Fujifilm X. Com um adaptador normal (não speedboster) esta lente comporta-se numa Fujifilm X como uma 52,5mm f/2.0 (35mm x 1.5). Com este adaptador SpeedBooster esta lente comporta-se como uma 37,1mm f/1.4 (35mm x 1.06x com mais um stop de entrada de luz). Volto a dizer, parece magia mas é real e funciona muito bem.

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Pode ser vista duas reviews da utilização de um adaptador destes para lentes CanonFD numa Câmara Fujifilm X ( aqui http://admiringlight.com/blog/review-metabones-speed-booster-canon-fd-to-fuji-x/ e aqui http://www.arihallami.com/blogi/2014/metabones-speedbooster-taysi-kenno-croppirunkoon-polttovalin-muuntimella ) e uma outra review de um ponto de vista um pouco mais genérico utilizando câmaras Sony NEX (aqui: http://www.dpreview.com/articles/2667195592/first-impressions-metabones-speed-booster).

Desvantagens da Fujifilm X-T1

Mas como nada tecnológico é perfeito, obviamente que há desvantagens na escolha da X-T1 que por um lado estão associadas ao facto de estarmos perante uma câmara mirrorless e não uma Reflex e por outro lado se referem à própria tecnologia da Fujifilm.

Essencialmente eu não sinto grandes desvantagens inerentes numa câmara mirrorless para o meu estilo e interesses na fotografia. A pior de todas as desvantagens para os meus interesses são na velocidade de disparo do obturador e o valor do baixo ISO mínimo que explico mais abaixo.

‘APS-C’ vs ‘Full Frame’

A discussão sobre se é possível utilizar para todas as situações câmaras fotográficas mirrorless em alternativa a câmaras fotográficas Reflex DSLR deu uma nova volta  com a introdução das mirrorless ‘Full Frame’ da Sony (A7 e A7r). A Sony veio dar ao mundo das mirrorless uma das vantagens que antes eram exclusivas das câmaras Reflex DSLR, nomeadamente a opção de escolher câmaras com sensor ‘Full Frame’. A minha opinião sobre ‘Full Frame’ vs ‘APS-C’ é que o ‘Full Frame’ tem implicações ao nível do tamanho e do peso das lentes que, a mim pessoalmente, não me apetece aceitar, já lá estive e cheguei ao ponto de dizer que era peso a mais. Mas obviamente a escolha é de cada um e haver essa opção é essencial para o mercado das mirrorless não estagnar face ao surgimento de DSLRs ‘Full Frame’ cada vez mais baratas.

A Fujifilm X-T1 não pode, à partida, competir com câmaras com sensores ‘Full Frame’ porque tem um sensor de menor tamanho. Todas as actuais câmaras e lentes Fuji X são ‘APS-C’ e isso pode ser uma desvantagem face ao ‘Full Frame’. Mas a qualidade não se mede apenas pelo tamanho neste caso pois o sensor X-Trans e as lentes Fujinon XF obtém excelentes resultados. A qualidade gerada pelo sensor e processador da X-T1 está mais do que preparada para trabalho profissional em todas as áreas, excepto, talvez (ver à frente a razão do talvez), para fotografia de desporto com movimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFujifilm X-T1: Sensor de tamanho ‘APS-C’ (1.5x menos área que um ‘Full Frame’)

Sony_A7_BodyFront_SensorSize_1Sony A7: Sensor de tamanho ‘Full Frame’

Creio que a Fujifilm não possui interesse em mudar o sensor para ‘Full Frame’ a não ser que o mercado ‘APS-C’ perca muitos clientes que mudem para o ‘Full Frame’. Seria uma pena perder-se a compatibilidade com todas as excelentes lentes ‘APS-C’ já existente para o sistema Fuji X. Passar para câmaras com sensor ‘Full Frame’ implica perder-se o equilíbrio entre o tamanho do corpo da câmaras e o tamanho das lentes, um dos desafios que a Sony sente com as lentes para as Sony A7 – para lidar com isto a Sony apresentou lentes para a mirrorless ‘Full Frame’ que têm aberturas de diafragma pequenas com pouca capacidade de capturar luz para que possam ser de tamanho pequenas. Mas só o futuro do mercado o ditará.

Para uma interessante comparação entre a utilização de uma Fuji XE-2 com as lentes Fujinon 23mm f/1.4 e 35mm f/1.4 (APS-C) com uma Canon 5D Mark III com as lentes Canon 35mm f/1.4 e 50mm f/1.4 (Full Frame) ver ( aqui http://andrewvanbeek.com/fuji-x-lenses-and-full-frame/).

Velocidade do auto-focus

O principal desafio e desvantagem hoje é a performance dos sistemas de auto-focus quando se pretende fotografar desporto e situações com muito movimento rápido. Apesar das grandes evoluções na velocidade de auto-focus que a Olympus tem conseguido nas suas câmaras mirrorless da linha OM-D – supostamente as mais rápidas do mundo mirrorless – ainda não estamos ao nível dos melhores sistemas de auto-focus nas DSLRs Reflex.

Fujifilm_X-T1_BodyTop_compared_Olympus_EM-1Fujifilm X-T1: comparação com a Olympus OM-D EM-1, a mais rápida de todas as Olympus OM-D

As câmaras Fujifilm X-Pro1 e X-E1 possuem um sistema de auto-focus por detecção de constraste. Na altura do lançamento da X-Pro1 as reviews indicaram problemas de velocidade de focagem além de frequentes recusas de focagem. Desde então a Fujifilm tem melhorado todas as suas câmaras digitais por sucessivos updates de firmware que trouxeram várias novas funcionalidades mas essencialmente melhorias imensas na velocidade de auto-focus, que hoje é, várias vezes mais rápido do que era na altura do lançamento da X-Pro1. Através de sucessivos updates de firmware a X-Pro1 e a X-E1 passaram a ser um sistema extremamente fiável e rápido o suficiente para todas as situações excluindo desportos de movimento rápido.

As câmaras digitais Fujifilm X100s, X-E2 e agora a X-T1 já possuem uma evolução do sensor que possui um sistema de auto-focus por detecção de fase (como as DSLR mas através de pixeis no sensor). O auto-focos por detecção de fase é ajudado pelo sistema de detecção de contraste para afinar a distância de foco – é que os sistemas de detecção de fase por natureza são menos precisos que os de contraste. Este sistema traz um grande aumento na velocidade de auto-focus e a cada nova câmara e novo update de firmware que a Fuji lança surgem optimizações no sistema de focagem que se expressam em cada vez mais velocidade e precisão.

A X-T1 traz pela primeira vez na linha Fuji X um algoritmo de predição do movimento (chamado ‘Predictive Hybrid Autofocus’) dos objectos que o fotógrafo pede para fazer tracking, dando um passo em frente na utilização para desporto e situações de movimento. Só a utilização nas mãos de fotógrafos profissionais ditará se a máquina será capaz para utilização nessas situações de movimento exigentes mas os primeiros testes são promissores.

Fujifilm_X-T1_Predictive_Hybrid_Focus_Example_1

Podem ver nesta review ‘First Look’ um capítulo com um teste a esta funcionalidade ( aqui http://www.fujirumors.com/first-look-fujifilm-x-t1/ ).

Mais um teste de focagem com tracking de um objecto em movimento ( aqui http://f-sunny.com/x-t1-focus-tracking-8-fps-burst-mode/ ).

Velocidades de ISO e de disparo do obturador

Para mim, as principais desvantagens da X-T1 e da maioria das mirrorless são duas:

  • a velocidade máxima de disparo do obturador é 1/4000 seg enquanto que em muitas Reflex DSLR de preço equivalente e inferior é 1/8000 seg. Nos dias de muito sol o poder fotografar com 1/8000 seg faz uma diferença importante para quem gosta, como eu, de fotografar com pouca profundidade de campo ao ter menos 1 stop de entrada de luz na velocidade de disparo que será utilizado para mais 1 stop de abertura na lente.
  • a velocidade mínima do ISO com gravação de RAW, no caso das câmaras Fujifilm X como a X-T1, assim como na maioria das mirrorless é ISO 200, enquanto que nas DSLRs Reflex é ISO 100 – que nos dá entrada de menos 1 stop de luz – havendo até mesmo várias DSLRs de topo de gama com ISO 50 – menos 2 stops de luz.

A comparação da Fuji X-T1 (1/4000 seg de velocidade máxima de disparo e um ISO de base a 200) com uma DSLR Reflex de média ou alta gama (1/8000 seg e com um ISO base a 100 expansível a 50 com gravação de RAW) é que a XT1 recebe mais 3 stops de entrada de luz como o mínimo.

Fujifilm_X-T1_Speed_Dial_1-4000seg_max

Esses 3 stops a mais de entrada de luz mínima na X-T1 têm de ser compensados na abertura do diafragama da lente aumentando enormemente a profundidade de campo mínima nas condições de muita luz como qualquer dia solarento no nosso verão de Portugal. A única solução possível é utilizar filtros ND mas além de ser uma solução muito cara para os vários diâmetros das várias lentes não é nada prática sempre é mais um filtro na frente da lente a fazer as suas acções sobre a qualidade de imagem. É muito mais prático escolher settings na câmara digital do que utilizar filtros ND na lente.

Neste momento as mirrorless ‘Full Frame’ da Sony (A7 e A7r) permitem fotografar com ISO 50 e a 1/8000 seg sendo neste aspecto uma aposta tão forte como as melhores DSLRs Reflex. As câmaras da Fuji X, incluindo a X-T1, assim como a grande maioria das câmaras mirrorless são menos avançadas neste aspecto e portanto estão em desvantagem.

Não me lembro neste momento de mais desvantagens mas certamente existirão mais algumas sentidas por cada tipo de fotógrafo…

Algumas características da X-T1

Voltemos ao que nos trouxe a este post. Muito do texto anterior parece nada ter a ver com a X-T1 mas pretendia contextualizar as principais vantagens ou características de utilização das câmaras mirrorless, classe à qual a X-T1 pertence.

A Fujifilm X-T1, que possui todas as vantagens de uma câmara mirrorless, adiciona ainda a intuitividade dos controles manuais das câmaras analógicas antigas e a qualidade de resultados do maravilhoso sensor X-Trans que gera imagens próximas dos filmes analógicos da Fuji apresentando uma excelente reprodução de côr (principalmente nos tons de pele) e imagens de alto ISO com um baixo ruído digital que seja parecido com grão de filme analógico.

Características da X-T1.

  • Sensor ‘APS-C’ de 16MP ‘X-Trans CMOS II’ (igual ao da X100s e X-E2)
  • Processador de imagem ‘EXR II’ (igual ao da X100s e X-E2)
  • Corpo com protecção à chuva, poeiras e baixas temperaturas
  • ISO 200-6400 com gravação em RAW, mais L(100), HI1(12800) e Hi2 (25600 ou 51200) apenas com gravação de JPEG
  • Visor electrónico OLED com 2.36M, ampliação equivalente a 0.77x que corresponde à maior em qualquer máquina 35mm
  • Novo mode ‘Dual’ no EVF mostra imagem completa e uma zona com ampliação e assistência à focagem manual do tipo focus peaking ou digital split image
  • Controlos no topo da câmara: ISO, velocidade de disparo, compensação à exposição, modo de disparo e modo de medição de luz
  • Seis botões com funções programáveis de entre cerca de 30 opções
  • LCD basculante de 3.0″ com 1.04M e relação 3:2, movimento apenas para cima e para baixo
  • Disparo contínuo de 8 fps com auto-focus (3 fps para ter LiveView)
  • Incluído Wi-Fi que permite controlo remoto a partir de um smartphone ou tablet (iOS/Android)
  • Gravação de vídeos Full HD  (até 1080/60p, 36Mbps bitrate) com microfone stereo integrado na câmara (de realçar que o sensor X-Trans, apesar de ser excelente a evitar moirée em fotografia, não parece ser muito bom a evitar o moirée em vídeo)
  • Incluído um pequeno flash externo de colocar na sapata (Número guia 11 a ISO 200)
  • Vários acessórios disponíveis

Mais alguma descrição para as principais características

Wi-Fi: A Fujifilm X-T1 é a primeira câmara Fuji X cujo Wi-Fi permite controlo total a partir de um Smartphone/Tablet Android/iOS onde é inclusivé possível focar por touch em qualquer local da imagem.

fujifilm-x-t1-wi-fi-remote

Viewfinder electrónico: O EVF tem sido indicado por todos os reviewers e pessoas que tocam na máquina como o melhor de sempre. É maior que o das maiores Reflex DSLRs ‘Full Frame’ de 35mm com 0,77x de magnificação, e essencialmente não sofre dos problemas comuns dos EVFs como delay, cores pouco fidedignas, etc. Possui 2.36MPix de resolução, 0,005seg de delay que é essencialmente imperceptível ao olho humano, com cores nítidas e naturais o que o aproxima dos melhores OVFs (há que ver para se crer), mas possui nele todas as vantagens que só um Viewfinder electrónico ‘EVF’ pode ter. Em baixo uma imagem com os 4 modos de funcionamento do Viewfinder electrónico.

Fujifilm_x-t1_EVF_007

Flash externo incluído: Um Pequeno Flash externo é incluído com a câmara (Número guia 11 a ISO200): apresentado na imagem em baixo sobre a protecção às condições atmosféricas adversas.

Protecção às condições atmosféricas: O Corpo da câmara possui mais de 80 selos de protecção contra a chuva e as poeiras (Weather Sealed), ao qual se irão juntar lentes zoom a lançar durante 2014 com protecção WR (Weather Resistant).

Fujifilm_X-T1_Front_with_VerticalGrip_and_18-135_and_seals

Primeira câmara com suporte para Cartões ‘SDXC UHS-II’: Esta câmara é a primeira no mercado com suporte para os cartões de ‘SDXC UHS-II’ que possuem velocidades de gravação e de leitura quase 3x superiores aos mais rápidos actualmente. Os cartões ‘UHS-II’ permitem uma velocidade de leitura de 260MB por segundo e de escrita de 240MB por segundo. Nos cartões ‘UHS-I’ actualmente mais rápidos consegue-se 95MB por segundo. A Fujifilm colocou a X-T1 no futuro onde era importante e deixou-a no passado onde era também importante.

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Fujifilm_X-T1_Back_CardSlot

Sandisk 64GB UHS-II SD-XC cardA Sandisk também acabou de anunciar cartões SD-XC UHS-II com velocidades de 280MB/s em leitura e 250MB/s para escrita com tamanhos entre 16 e 64GB e preços entre 120 e 300 US$.

LCD: O écran LCD de 3″ é basculante a 90″ para cima e 70″ para baixo

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Acessórios

Estão disponíveis uma série de acessórios para servir as necessidades e preferências específicas de cada fotógrafo.

Fujifilm_X-T1_Accessories_chart

Punho maior com base para tripés Arca-Swiss: Para quem tem mãos maiores existe um punho que pouco peso e tamanho adiciona à câmara mas que a torna mais fácil e confortável de segurar e que ainda tem a vantagem de centrar na lente o ponto de colocação em tripé. Para fotógrafos que utilizem cabeças de tripés com quick release Arca-Swiss a base deste punho é colocado directamente na cabeça do tripé. Este acessório possui abertura para acesso à bateria sem ser necessário retirar o punho. Este é um daqueles acessórios que gosto imenso devido a ter mãos grandes.

Fujifilm_X-T1_Front_with_AssistGrip_and_18-55_OIS

Fujifilm_X-T1_Accessories_Camera_HandGrip

Punho vertical com bateria: Se um fotógrafo pretende um punho vertical com espaço para uma segunda bateria existe, pela primeira vez nas câmaras Fuji X, um acessório para isso. Este punho vertical também possui selos de protecção à chuva e poeiras para acompanhar a X-T1 na sua plenitude.Fujifilm_X-T1_Front_with_VerticalGrip

Fujifilm_X-T1_Back_with_AssistGrip_and_18-55_OIS

Adaptador para Alimentação eléctrica da câmara: Pela primeira vez surge um adaptador útil, por exemplo, para fotografia em estúdio, para alimentar uma câmara Fuji X a partir da corrente eléctrica em vez de a partir de bateria. Deste modo não se está dependente de trocar bateria de 350 em 350 disparos.

Fujifilm_X-T1_Accessories_Camera-AC-adapter-batterySimulator Fujifilm_X-T1_Accessories_Camera-AC-adapter

Reviews e Links

Unboxing da X-T1 num dos primeiros clientes a receber esta magnífica câmara digital ( aqui http://f-sunny.com/fuji-x-t1-unboxing/ ).

Podem ver nesta review First Look um capítulo com um teste a esta funcionalidade ( aqui http://www.fujirumors.com/first-look-fujifilm-x-t1/).

Como um reviewer disse recentemente “… é uma aposta segura dizer que a indústria das câmaras fotográficas digitais seria hoje muito mais aborrecida sem a chegada da ‘X-celent, X-otic, X-series’ da Fujifilm.” e eu concordo plenamente. ( aqui http://petapixel.com/2014/01/29/x-factor-fujifilm-x-series-changed-company-industry/).

Um grande website de Reviews acabou de lançar a sua review sobre a Fujifilm X-T1 e, naturalmente, deu 5 estrelas à Câmara. Pode ser lida a review ( aqui http://www.ephotozine.com/article/fujifilm-x-t1-csc-full-review-23896)

Uma outra review sobre a X-T1 ( aqui http://www.the.me/fujifilm-x-t1-hands-on-with-high-res-fujinon-xf-56mm-f1-2-model-shots/).

Mais uma grande review sobre a X-T1 ( aqui http://www.focus-numerique.com/test-1833/compact-a-objectifs-interchangeables-fujifilm-x-t1-presentation-caracteristiques-1.html).

Uma Review interessante sobre o viewfinder electrónico ( aqui http://www.photographymonthly.com/News-and-Reviews/2014/1/Fujifilm-introduce-new-X-T1-interchangeable-lens-camera).

Mais uma Review sobre a X-T1 ( aqui http://www.dpreview.com/previews/fujifilm-x-t1?utm_campaign=internal-link&utm_source=mainmenu&utm_medium=text&ref=mainmenu).

Uma boa review aqui onde também existe uma visão saudosista das máquinas antigas ( http://the-fotographer.blogspot.it/2014/02/fuji-x-t1-return-of-king.html).

Uma review / comparação da X-T1 com a X-E2 e a X-Pro1 (aqui http://www.fujivsfuji.com/xt1-vs-xe2-vs-xpro1).

Para quem já tem ou estava a pensar na Fujifilm X-E2 aqui está uma comparação puramente de características técnicas com a X-T1 ( aqui http://photographylife.com/fuji-x-t1-vs-x-e2#more-67696) e aqui está uma comparação com a Fujifilm X-Pro1 ( aqui http://photographylife.com/fuji-x-t1-vs-x-pro1).

Podes ainda seguir todas as novidades sobre os actuais e os futuros produtos da Fujifilm neste excelente blog de notícias e de rumores ( aqui http://www.fujirumors.com/).

 

Obrigado Fujifilm 🙂

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